Fava (Vicia faba) e estrutura de peptídeo representando o PeptiStrong, peptídeo descoberto por inteligência artificial

PeptiStrong: o peptídeo da fava criado por IA supera mesmo o whey?

PeptiStrong: o peptídeo da fava criado por IA supera mesmo o whey?

Todo suplemento novo promete alguma revolução. Com o PeptiStrong, a novidade não está só na promessa de síntese proteica, mas em como esse peptídeo da fava foi encontrado: por inteligência artificial. Isso tem levado muita gente a tratar a origem tecnológica como se fosse, sozinha, uma prova de eficácia. Não é. IA ajuda a encontrar candidatos mais rápido, mas não substitui o que só o corpo humano, em estudo bem desenhado e replicado, pode confirmar.

Neste texto, vamos destrinchar como essa bioinformática funciona de verdade, o que os estudos publicados mostram, e por que essa história já tem um precedente incômodo na nutrição esportiva: o HMB.

Como a fava vira PeptiStrong: o processo por trás do rótulo

PeptiStrong é um ingrediente que nasce da hidrólise enzimática seletiva da proteína da fava (Vicia faba), guiada por um algoritmo de aprendizado de máquina que prevê quais fragmentos de peptídeo terão atividade biológica antes de qualquer teste em laboratório. A empresa por trás dele, a irlandesa Nuritas, chama essa plataforma de “Magnifier”. Em vez do caminho tradicional (testar milhares de compostos um a um, na base da tentativa e erro), o algoritmo é treinado com dados estruturados sobre estrutura de peptídeos, atividade biológica e interação molecular, e é usado para prever, dentro do universo teórico de bilhões de combinações possíveis geradas pela quebra da proteína, quais sequências específicas têm chance real de interagir com alvos biológicos de interesse, como vias ligadas à síntese ou à quebra muscular.

Depois da previsão, vem o trabalho que continua sendo, até hoje, inteiramente humano e laboratorial: sintetizar o peptídeo previsto, testar em modelo in vitro, depois em modelo animal, e só então, se tudo se sustentar, avançar para estudo em humanos. No caso do PeptiStrong, dois peptídeos específicos identificados nesse processo, chamados HLPSYSPSPQ e TIKIPAGT, foram testados e mostraram, em ensaio in vitro, capacidade de aumentar a síntese proteica e de reduzir a secreção de TNF-alfa, respectivamente. É importante entender essa sequência porque ela mostra que a IA participa de uma etapa (a triagem preditiva), não do processo inteiro. O peptídeo previsto pelo algoritmo ainda precisa provar sua eficácia do mesmo jeito que qualquer outro candidato: em corpo humano, com grupo controle, de forma replicável.

A IA torna a descoberta mais rápida, não mais confiável. Ela reduz o tempo e o custo de encontrar candidatos promissores dentro de um universo enorme de possibilidades. Mas a validação de que aquele candidato específico realmente funciona em pessoas, na dose usada, no contexto em que vai ser vendido, continua dependendo de estudo clínico bem conduzido, como qualquer outro suplemento no mercado.

O que os estudos com PeptiStrong mostraram até agora

Os dois principais estudos publicados sobre o PeptiStrong compararam o peptídeo da fava contra proteína do leite (não contra placebo, na maior parte do desenho) em homens jovens saudáveis, um grupo bem específico. O primeiro, conduzido pela Universidade de Maastricht e publicado no Journal of Nutrition em 2023, submeteu 30 homens jovens a uma semana de imobilização de uma perna seguida de duas semanas de recuperação, comparando 10g de PeptiStrong contra uma quantidade equivalente de proteína do leite, duas vezes ao dia. O resultado teve duas partes que a comunicação de marketing costuma separar: na perda e recuperação de massa muscular durante a imobilização, PeptiStrong teve desempenho equivalente ao leite (não superior); já na taxa de síntese proteica muscular durante a fase de remobilização, PeptiStrong superou a proteína do leite.

O segundo estudo, publicado na revista Nutrients, testou uma dose menor (2,4g/dia) em 30 homens submetidos a dano muscular induzido por exercício, comparando contra placebo, e mostrou melhora na recuperação de força e redução de marcadores de fadiga e de miostatina no sangue.

Isso é diferente de “provado que funciona melhor que whey para qualquer pessoa que treina”. Os números que circulam nas lojas (aumento de “4x” na síntese proteica, “144%” de recuperação, “90% de eficácia anabólica contra 50% do whey) aparecem com valores distintos dependendo do site de venda que você consulta, o que já é um sinal de alerta: quando a mesma alegação aparece com números diferentes em fontes diferentes, geralmente é porque ela foi requentada de press release em press release, perdendo precisão a cada repasse.

PeptiStrong substitui o whey? A lógica do “sinalizador, não tijolo”

PeptiStrong não é vendido, na maior parte da prescrição séria, como substituto da proteína habitual, mas como um complemento que age em cima dela. A metáfora mais usada no mercado (inclusive por quem prescreve) é a de que o whey é o tijolo, o material bruto de construção, enquanto o PeptiStrong seria o engenheiro, o sinal que instrui a célula a usar aquele material de forma mais eficiente. Essa distinção aparece de forma explícita na comunicação comercial: “enquanto a proteína comum fornece blocos de construção, o PeptiStrong atua como um sinalizador celular.” Na prática clínica, isso significa que o ingrediente costuma ser prescrito em dose baixa (2,4g/dia) ao lado da proteína que a pessoa já consome, não no lugar dela.

Anos atrás já vimos isso com o HMB. Um sinalizador metabólico que promete potencializar o ganho de massa muscular, vendido lado a lado com a proteína, nunca no lugar dela. Essa lógica de “sinalizador que potencializa, mas não substitui” é, na verdade, o ponto que mais aproxima o PeptiStrong do HMB, mais até do que o mecanismo isolado, e a semelhança aqui não é só conceitual. Nos meus próprios textos sobre HMB, já uso essa mesma analogia da construção civil: o whey é o “tijolo” que constrói, e o HMB é o “mestre de obras” que impede a demolição da estrutura existente. É a mesma metáfora que o mercado usa hoje para o PeptiStrong (whey como tijolo, PeptiStrong como sinalizador/engenheiro), só que aplicada a um suplemento com quinze anos a mais de escrutínio. O HMB também nunca foi comercializado como substituto de whey ou caseína: sua proposta sempre foi a de atuar como um modulador metabólico tomado ao lado da proteína da dieta, numa dose pequena, prometendo destravar um efeito desproporcional ao tamanho da dose. É exatamente o mesmo molde retórico: “uma quantidade pequena de X sinaliza mais do que uma quantidade grande de proteína comum.” Esse tipo de proposta é atraente porque parece resolver o problema com pouco esforço, mas é também o tipo de alegação que mais precisa de evidência robusta e independente, justamente por prometer desproporção entre dose e efeito.

Aqui vale trazer uma crítica que já circula entre profissionais de saúde independentes (sem vínculo com a Nuritas). O médico nutrólogo Frederico Lobo comentou, em seu blog, uma análise do site NutritionScam sobre o ingrediente, e o ponto central é este: boa parte da evidência disponível compara PeptiStrong contra placebo (ou seja, contra não fazer nada), não contra uma dose adequada de proteína de referência como whey isolado ou caseína micelar. E no único estudo que de fato comparou PeptiStrong com uma proteína real, aparece uma discrepância que eu mesma não tinha notado antes: a dose “clínica” testada subiu de 2,4g, a dose padrão vendida no mercado, para cerca de 20g, quase dez vezes mais. E o comparador usado, concentrado proteico do leite, tinha apenas 59% de proteína, bem abaixo de um whey isolado típico (perto de 90%). Ou seja, o estudo não testou a alegação real do marketing (dose pequena de peptídeo sinalizador superando uma dose grande de proteína), testou uma dose grande de peptídeo contra uma proteína de qualidade inferior. Essa é uma lacuna real no conjunto de estudos hoje disponível.

O que isso muda na hora de recomendar

A meta diária de proteína continua dependendo de fonte proteica completa (whey, caseína, proteína vegetal combinada). Isso é coerente com o próprio desenho dos estudos existentes: em nenhum deles o PeptiStrong foi testado como única fonte proteica da dieta, ele sempre foi somado a uma dieta com proteína adequada garantida separadamente. Mas diante do que já vimos até aqui (discrepância entre a dose vendida e a dose testada, comparador de qualidade inferior, ausência de replicação independente, e a própria suspensão regulatória no Brasil), a conclusão prática, por enquanto, não é “adjuvante válido em dose baixa”. É que ainda não há comprovação suficiente para recomendar o uso, seja como substituto, seja como complemento. A postura mais prudente é aguardar estudos independentes, bem desenhados, com comparadores adequados, antes de incorporar o ingrediente à prática clínica.

Se esse tipo de pergunta (o que realmente vale a pena na minha suplementação, separado do que é só marketing) te descreve, vale investigar com acompanhamento individualizado qual estratégia faz sentido pro seu objetivo, em vez de decidir só pela novidade tecnológica por trás do rótulo.

A frase “descoberto por IA” funciona hoje como um atalho de credibilidade, mas ela descreve o método de triagem, não o resultado clínico. Isso importa porque, na comunicação da própria Nuritas, o PeptiStrong é descrito como “a solução mais eficaz já descoberta para os músculos”, uma afirmação de superlativo que não é o que o desenho dos estudos permite concluir.

Vale uma ressalva importante aqui também, para não simplificar demais: financiamento da indústria não é, por si só, um problema. É assim que a maioria dos ingredientes novos chega ao mercado, incluindo whey, creatina e praticamente todo suplemento nutricional que existe hoje. O problema não é a empresa pagar pelo estudo do próprio produto, é usar somente esses estudos financiados pela própria empresa como base inteira da evidência, sem que outros grupos de pesquisa, sem vínculo com quem vende o ingrediente, cheguem ao mesmo resultado de forma independente.

Isso importa porque o método científico existe justamente para separar “funcionou uma vez, no laboratório de quem tem interesse no resultado” de “funciona de fato”. Um resultado só ganha robustez quando a mesma metodologia, aplicada por pesquisadores diferentes, em populações diferentes, sem relação financeira com o fabricante, reproduz o mesmo achado. É a replicação, não a ausência de financiamento comercial, que transforma um resultado promissor em conhecimento consolidado. Hoje, para o PeptiStrong, essa replicação independente ainda não existe. Isso não significa que o resultado seja falso, significa que ainda não foi confirmado por quem não tem interesse comercial no resultado, e essa é uma etapa do método científico que ainda falta acontecer.

Esse mesmo padrão eu já vi antes: o caso do colágeno

Esse mesmo padrão, financiamento não é o problema, ausência de replicação independente é, eu já documentei em outro suplemento: o colágeno. Uma meta-análise de 2025, publicada no American Journal of Medicine, avaliou 23 ensaios clínicos e quase 1.500 participantes sobre colágeno para pele, e encontrou pequenas melhorias em hidratação, elasticidade e rugas. Mas quando os dados foram separados por qualidade metodológica e por viés de financiamento, os efeitos positivos desapareceram. Ou seja: o benefício aparecia nos estudos pagos pela indústria e sumia quando esses estudos eram isolados dos demais.

Esse é o retrato mais claro do que “falta de replicação independente” significa na prática: não é que os estudos financiados pela indústria estejam mentindo, é que o resultado só aparece consistentemente dentro do próprio grupo de estudos com interesse comercial no resultado, o que é justamente o sinal de alerta que a ciência usa para dizer “ainda não está consolidado”. Hoje, para o PeptiStrong, esse teste (o que sobra do efeito quando os estudos financiados pela empresa são retirados da equação) ainda não pôde ser feito, porque praticamente não existe outro grupo de pesquisa que tenha estudado o ingrediente de forma independente.

O HMB, metabólito da leucina, é o precedente mais direto para entender o que pode acontecer com o PeptiStrong daqui a alguns anos. Ele chegou ao mercado com uma proposta de mecanismo parecida: aumento de síntese proteica, inibição da degradação muscular, estímulo do eixo GH/IGF-1. Um discurso de mecanismo elegante, sustentado por estudos iniciais promissores.

Décadas depois, com mais de 90 estudos clínicos acumulados, o quadro ficou mais claro e mais modesto do que a promessa original: uma revisão publicada na revista Nutrients, avaliando 11 estudos em humanos, mostrou efeito pequeno ou inexistente sobre ganho de massa muscular em pessoas já acostumadas a treinar. O HMB não é inútil, mas seu benefício real se concentrou em populações específicas, como pessoas destreinadas expostas a exercício extenuante, ou idosos e indivíduos imobilizados, exatamente os grupos com maior déficit de partida. Em atleta treinado e bem nutrido, que era o público para quem ele foi vendido com mais força, o efeito praticamente desaparece.

O paralelo com o PeptiStrong é direto: mecanismo elegante, promessa ampla, poucos anos de estudo, financiamento concentrado na própria empresa. A diferença é que, hoje, o PeptiStrong tem uma camada extra de autoridade emprestada, a de ter sido “descoberto por inteligência artificial”, que o HMB nunca teve. Essa camada tende a fazer o público baixar a guarda justamente no momento em que mais precisaria de ceticismo, porque soa como se a tecnologia por trás já tivesse feito o trabalho de comprovação que, na verdade, ainda depende de anos de estudo independente e replicado em populações diferentes.

PeptiStrong é seguro? E no Brasil, pode ser vendido?

No Brasil, produtos com PeptiStrong estão hoje irregulares. Em novembro de 2025, a Anvisa determinou o recolhimento e a suspensão de fabricação, distribuição e venda de produtos com PeptiStrong, por classificá-lo como “novo ingrediente” cuja avaliação formal de segurança para uso em alimentos e suplementos no Brasil ainda não foi concluída. Isso não é o mesmo que dizer que o ingrediente é perigoso, é uma pendência regulatória, mas na prática significa que, enquanto durar essa suspensão, o produto não pode ser comercializado legalmente no país, mesmo tendo recebido status GRAS nos Estados Unidos em 2024.

Perguntas frequentes

PeptiStrong aumenta a síntese proteica mais que o whey? Em um dos estudos publicados, sim, durante a fase de recuperação após imobilização. Mas o desenho comparou contra proteína do leite em homens jovens saudáveis, não contra whey isolado numa população de atletas treinados, então a alegação genérica de “supera o whey” extrapola o que foi de fato testado.

PeptiStrong foi mesmo descoberto por inteligência artificial? Sim, a triagem inicial dos peptídeos usou aprendizado de máquina para prever quais sequências teriam atividade biológica dentro do universo de possibilidades geradas pela proteína da fava. Mas a validação da eficácia em humanos seguiu (e ainda segue) o mesmo caminho de qualquer suplemento novo.

PeptiStrong pode ser vendido no Brasil? Atualmente não. A Anvisa suspendeu a fabricação, distribuição e venda de produtos com PeptiStrong em novembro de 2025, por falta de avaliação formal como “novo ingrediente”.

PeptiStrong é vegano? O ingrediente em si é derivado de fava, uma fonte vegetal. Mas alguns produtos comerciais combinam PeptiStrong com colágeno hidrolisado, que é de origem animal, então vale sempre checar a lista de ingredientes do produto específico, não só do peptídeo isolado.

PeptiStrong substitui o whey ou outra proteína que eu já uso? Não, e isso nem chega a ser a questão principal. Em nenhum estudo ele foi testado como única fonte proteica, sempre somado a uma dieta com proteína garantida à parte. Mas isso não significa que ele tenha lugar confirmado como complemento: diante da discrepância entre a dose vendida e a testada, do comparador de qualidade inferior e da ausência de replicação independente, ainda não há base suficiente para recomendar seu uso, nem como substituto, nem como adjuvante.

Os estudos do PeptiStrong são independentes? Foram conduzidos por universidades e pesquisadores com credibilidade acadêmica (Universidade de Maastricht, sob supervisão do Professor Luc Van Loon), com financiamento e matéria-prima fornecidos pela empresa que vende o ingrediente. Isso sozinho não invalida o resultado, é comum na indústria de suplementos. O que ainda falta é a replicação por grupos de pesquisa sem vínculo comercial com o fabricante, etapa que consolidaria o achado como conhecimento robusto.

O que isso muda na prática?

Se você treina e está pensando em substituir sua fonte proteica habitual por causa da narrativa de “peptídeo revolucionário descoberto por IA”, vale investigar com acompanhamento individualizado se essa troca realmente faz sentido para o seu objetivo, seu histórico de treino e sua rotina de suplementação atual, em vez de decidir só pela novidade tecnológica por trás do rótulo.

Conclusão

PeptiStrong é um caso interessante de como a bioinformática pode acelerar a triagem de candidatos a ingrediente funcional, isso é real e representa um avanço genuíno de processo. Mas “descoberto por IA” descreve um método de busca, não um resultado clínico validado. Os estudos existentes são promissores, conduzidos por pesquisadores sérios, mas ainda restritos a uma população específica, financiados pela própria empresa, e recentes demais para saber se o efeito vai se sustentar como um benefício amplo ou se vai se revelar, como aconteceu com o HMB, um benefício real porém bem mais restrito do que a promessa inicial. E, no Brasil, por ora, a discussão é também regulatória: o ingrediente segue com a comercialização suspensa pela Anvisa.

Sobre a autora

Nutricionista Vanessa Lobato Nutricionista Especializada em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP Nutricionista Especialista em Fitoterapia pela Santa Casa Especializada em Nutrição Esportiva e Obesidade pela USP Pós-graduada em Neurociências pela UNIFESP

#bjodanutri #NutriVanessaLobato #nutrilobato


Referências

  1. Cal R, Davis H, Kerr A, et al. Preclinical Evaluation of a Food-Derived Functional Ingredient to Address Skeletal Muscle Atrophy. Nutrients. 2020;12(8):2274. doi:10.3390/nu12082274.
  2. Weijzen MEG, Holwerda AM, Jetten GHJ, et al. Vicia faba Peptide Network Supplementation Does Not Differ From Milk Protein in Modulating Changes in Muscle Size During Short-Term Immobilization and Subsequent Remobilization, but Increases Muscle Protein Synthesis Rates During Remobilization in Healthy Young Men. J Nutr. 2023;153(6):1718-1729. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37277162/.
  3. Kerr A, Hart L, Davis H, et al. Improved Strength Recovery and Reduced Fatigue with Suppressed Plasma Myostatin Following Supplementation of a Vicia faba Hydrolysate, in a Healthy Male Population. Nutrients. 2023;15(4):986. doi:10.3390/nu15040986 — RCT duplo-cego, 30 homens, fadiga e recuperação de força pós-exercício.
  4. Manguy J, Papoutsidakis GI, Doyle B, Trajkovic S. Quantification of Peptides in Food Hydrolysate from Vicia faba. Foods. 2025;14(7):1180. doi:10.3390/foods14071180.
  5. Resolução RE nº 4.740/2025 da Anvisa (26/11/2025)